New York New York, PiraJazz Big Band e Daniel Gomes Esteves, Teatro Losso Neto 2018 Piracicaba SP
Leírás
Cumprindo a honra de participar cantando nos eventos de comemoração dos 21 anos da Big Band piracicabana, PiraJazz Big Band, no show "Tributo às Big Bands", realizado no Teatro Municipal Dr. Losso Neto, dia 04 de outubro de 2018. Esse evento também fez parte das programações de reabertura deste espaço cultural da cidade de Piracicaba, que ficou fechado alguns anos pra reformas...
Neste momento, desse Show que também postei outras músicas (procure no canal), essa faixa em especial resume a referência desse formato de trabalho musical ainda hoje aqui em nossa região, mas acredito que em todo o mundo também. Nada mais clichê de Big Band que New York New York, imortalizada por Frank Sinatra e Liza Minelli. É uma pena a edição do áudio não ter ficado pronta e eu estar utilizando as captações das câmeras que muitas vezes distorceram, ainda por cima num momento inicial do show em que o técnico da locadora derrubou meu retorno e eu quase fiquei sem referência... bom... Eis o que fazemos ao vivo com dificuldades rsrsrs
Aproveito, dentre tantos agradecimentos possíveis e devidos, pra agradecer à Daniele Ricci e a agência DR2C que organizou a comunicação desses eventos! https://daniricci.wixsite.com/dr2c
Apresentação –
Sras e Srs, é com um imenso prazer que lhes cumprimento em boas vindas a mais um show de aniversário da PiraJazz Band. É o 21o aniversário. “Não sei como pode, nós nem temos essa idade ainda... rsrs “
Sras e Srs., por que Jazz, por que uma Big Band, por que aqui no Brasil, ou até, por que aqui em Piracicaba SP?
A “Big Band”, esse formato de trabalho musical, assim como os Srs e Sras vêem aqui, que é precedente, mas grande beneficiário dos resultados do fim, da Segunda Guerra Mundial, em 1945, foi o grande equipamento cultural musical que tocou, com requinte e amplas possibilidades, o entretenimento dos bailes de gala de quase todas as nações do mundo, enquanto o Jazz crescia, não apenas como gênero musical, mas como escola, aprendendo música popular de todo o mundo e ensinando, experimentando e afirmando suas técnicas para música popular por todo o mundo. De forma alguma tudo, MAS muito do que estudamos, de como trabalhamos e como organizamos esses trabalhos com música popular hoje, se desenvolveu com os registros, estudos e knowhow da escola do Jazz desde essa época, e foi apresentado em sua forma mais exuberante e estruturada pelas Big Bands.
Desde os “Red Hot Peppers” (eu não disse Red Hot Chilly Peppers rsrsrsrs) e Fletcher Henderson, Benny Carter, Count Basie, Charlie Parker, Lester Young, Harry James, Artie Shaw, Duke Ellington, Glenn Miller...
Por que pensar em Big Bands aqui no Brasil?
Talvéz por Severino Araújo, pela Orquestra Tabajara, por Silvio Mazzuca, por Enrico Simonetti, por Fafá Lemos, por Luis Arruda Paes, como também pelos vários trabalhos semelhantes inclusive na nossa região do interior de São Paulo como houve em Catanduva, em Espirito Santo do Pinhal, Franca, Guararapes, Jaboticabal, Rio Claro, São José do Rio Preto, Tupã, inclusive como a Orquestra Continental de Jaú que, por exemplo, durou 26 anos, que chegou a gravar LPs no Brasil e no exterior, acompanhou diversos interpretes nacionais e internacionais, chegando a fazer 110 bailes no ano de 1956 sendo 34 entre dezembro e janeiro do ano seguinte.
Por que música popular?
Porque toda arte popular carrega em si a identidade, os sentimentos, os costumes e registra as verdades históricas populares. Porque quando dialoga com as identidades do povo, traz orgulho, traz segurança, civilidade, e inspira à tão sonhada cidadania. E mesmo quando se trata de cultura popular de outras nações, traz novas experiências sociais, outras belezas, explicita soluções, costumes e dores de outros povos.
Por todos esses exemplos, falar de Big Bands e de Jazz não é, de forma alguma, excluir a cultura brasileira, que marcou fortemente sua presença nesse formatos com os sambas de gafieira, os sambas-canção, maxixes, boleros... Mas é sim, falar, lembrar e viver o que aconteceu de mais requintado com a música popular que embalava e fazia dançar as noites das grandes comemorações brasileiras, assim como em todo o mundo, reinando de forma absoluta por pelo menos 3 décadas, mas que ainda vive, hoje não tão apreciada pela econômica arte do atual show business.
Direção Geral, arranjos, produção, e Sax - Marco Antônio Abreu
Trompetes - Paulo Sobral, Rogério Souza, Eliezer Silva, Alexandre Rosa;
Trombones - William Barros, Eloy Porto Neto, Jemerson Camargo, Ricardo Diniz;
Saxofones - Maxsuel Randerson, Augusto Cesar Vechini, Marco Antônio Abreu, Leandro Ponce, Leonardo Ramos dos Santos;
Bateria - André Moreira - Contra-baixo - Boka - Guitarra - Gê Tock - Piano - André Grella
Participações especiais:
Clarinete - Rafaela Mafaldo -
Vozes - Thereza Alvez e Daniel Gomes Esteves
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